
O Especial Dia dos Namorados da Alê me motivou a contar algumas historinhas sobre minha humilde trajetória no campo amoroso.
Bicho, fiz as contas. Tive 17 namorados na vida. Se eu considerar os rolinhos a lista vai embora, mas COMO NÃO VEM AO CASO, fiquemos com os números oficiais.
O fato é que tenho história pra cacete. A começar pelo meu primeiro beijo. Assim como a Alê, eu também estava na 8ª série e ainda não tinha beijado ninguém. Anos e anos de amor platônico pelo Marcel, um loiro lindo 3 anos mais velho que eu que até correspondia meus olhares de femme fatale, mas nada de chegar junto. Um dia cansei de idealizar o meu primeiro beijo com meu primeiro amor e parti para onde todo mundo vai quando quer se dar bem: balada.
Mas minha balada era uma matinê de domingo. Veja bem, eu tinha 14 anos. E foi lá que eu o avistei. Moreno, cabelo comprido, olhos verdes, camiseta branca com um coqueiro e um jeans meio desbotado. Brega. Mas lindo.
Fui me aproximando, dançando mais perto, para ele me notar. E ele notou. Foi se aproximando também. Dançava, olhava e virava para o outro lado. E eu lá, maior dançarina do Faustão com as minhas coreografias de acasalamento. Aí ele pára e vai falar com o amigo, cochichando. Os dois olham pra mim. Gelei. Ele caminha na minha direção. Era isso. Tinha chegado a hora. Eu ia dar o meu primeiro beijo. Me deu vontade de sair correndo, mas fiquei, né moleque? Rá!
- Iaí?
- Iaí.
- Firmeza?
- Firmeza.
Todo o romantismo do adolescente carapicuibano.
- Meu amigo quer te conhecer.
Meu mundo caiu. C-O-M-O-A-S-S-I-M-S-E-U-A-M-I-G-O?
Que vontade de meter-lhe uma voadora, mas me contive. Àquela altura, antes o amigo do que a fama de boca virgem. E o amigo não era de todo mal, devo admitir. Moreno também, cabelo comprido também, só que com 19 anos (eu tinha 14!) e bombado de academia. Não era o mundo ideal, mas tinha lá o seu valor.
Estava pensando no que um cara da idade dele queria numa matinê quando ele chegou e se apresentou. Rogério. Conversamos um pouco, ele me puxou pro canto, me encostou na parede e me deu um beijo. Achei esquisito. Fiquei frustradíssima. Quando acabou, ele olhou pra mim e perguntou: “você nunca tinha beijado antes?” EEEEEEEEEEU? Lóóóógico que já!!!!! Fiquei brava e larguei ele lá.
Ele veio atrás, se desculpou, disse que não tinha a intenção de me ofender e que queria ficar comigo aquela tarde. Ficamos. E isso aconteceu outras vezes, até eu marcar um encontro bem no dia do show dos Raimundos no Hollywood Rock de 96. Numa época em que quase ninguém tinha celular, eu não tinha como avisá-lo que eu iria, OBVIAMENTE, ficar em casa vendo o show pela MTV (gravei, devo ter até hoje, era muito fã). Acabou tudo, claro. Mas o show foi sensacional!
Bicho, fiz as contas. Tive 17 namorados na vida. Se eu considerar os rolinhos a lista vai embora, mas COMO NÃO VEM AO CASO, fiquemos com os números oficiais.
O fato é que tenho história pra cacete. A começar pelo meu primeiro beijo. Assim como a Alê, eu também estava na 8ª série e ainda não tinha beijado ninguém. Anos e anos de amor platônico pelo Marcel, um loiro lindo 3 anos mais velho que eu que até correspondia meus olhares de femme fatale, mas nada de chegar junto. Um dia cansei de idealizar o meu primeiro beijo com meu primeiro amor e parti para onde todo mundo vai quando quer se dar bem: balada.
Mas minha balada era uma matinê de domingo. Veja bem, eu tinha 14 anos. E foi lá que eu o avistei. Moreno, cabelo comprido, olhos verdes, camiseta branca com um coqueiro e um jeans meio desbotado. Brega. Mas lindo.
Fui me aproximando, dançando mais perto, para ele me notar. E ele notou. Foi se aproximando também. Dançava, olhava e virava para o outro lado. E eu lá, maior dançarina do Faustão com as minhas coreografias de acasalamento. Aí ele pára e vai falar com o amigo, cochichando. Os dois olham pra mim. Gelei. Ele caminha na minha direção. Era isso. Tinha chegado a hora. Eu ia dar o meu primeiro beijo. Me deu vontade de sair correndo, mas fiquei, né moleque? Rá!
- Iaí?
- Iaí.
- Firmeza?
- Firmeza.
Todo o romantismo do adolescente carapicuibano.
- Meu amigo quer te conhecer.
Meu mundo caiu. C-O-M-O-A-S-S-I-M-S-E-U-A-M-I-G-O?
Que vontade de meter-lhe uma voadora, mas me contive. Àquela altura, antes o amigo do que a fama de boca virgem. E o amigo não era de todo mal, devo admitir. Moreno também, cabelo comprido também, só que com 19 anos (eu tinha 14!) e bombado de academia. Não era o mundo ideal, mas tinha lá o seu valor.
Estava pensando no que um cara da idade dele queria numa matinê quando ele chegou e se apresentou. Rogério. Conversamos um pouco, ele me puxou pro canto, me encostou na parede e me deu um beijo. Achei esquisito. Fiquei frustradíssima. Quando acabou, ele olhou pra mim e perguntou: “você nunca tinha beijado antes?” EEEEEEEEEEU? Lóóóógico que já!!!!! Fiquei brava e larguei ele lá.
Ele veio atrás, se desculpou, disse que não tinha a intenção de me ofender e que queria ficar comigo aquela tarde. Ficamos. E isso aconteceu outras vezes, até eu marcar um encontro bem no dia do show dos Raimundos no Hollywood Rock de 96. Numa época em que quase ninguém tinha celular, eu não tinha como avisá-lo que eu iria, OBVIAMENTE, ficar em casa vendo o show pela MTV (gravei, devo ter até hoje, era muito fã). Acabou tudo, claro. Mas o show foi sensacional!



















