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11 de abr. de 2008

Bailinho

Achei poético o Chega de Saudade da Laís Bodanzky.
As rugas ali tão expostas não pareciam apenas conseqüência da idade, mas de dores.
A dor de ter quebrado o pé na velhice, muito mais difícil de se recuperar; da memória que falha e da vergonha que se sente disso; do namorado que dá em cima da garota mais nova na sua frente, tão difícil de competir; da longa espera de ser retirada pra dançar, sem sucesso...
Mil e um personagens envolvidos em dores.
Rugas de expressão. Muitas delas causadas por dores da vida.
No mais, tem o lado bonito de ver que a gente continua sendo humano na terceira idade. Pegação, fofoquinha, paixonite.
Lindo.

3 comentários:

  1. Que alegria ver "Chega de Saudade" aqui no seu blog, Daia. Tá seguramente entre um dos dez melhores filmes que eu já vi na minha vida. Fui só-só-numa-perna-só ver a pré-estréia e fiquei ali mais de uma hora esperando a sessão começar sem ninguém pra conversar. O que só confirma que desanimar de ir ao cinema por estar sozinho é uma das maiores burradas que se pode fazer. Ainda consegui cumprimentar o hiper-reservado decano Leonardo Villar, magistral como sempre. Que noite. Que noite.

    Tô felizão de você ter citado o filme aqui. Mesmo. Beijão.

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  2. Sabe o que eu achei?

    BOOOORIIIIING! ;P

    Pelo menos estava bem acompanhado!

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  3. detalhe que quando eu soube do filme, ainda sem ler nada a respeito, achei que era uma adaptação para o cinema do livro do ruy castro!

    [que é lindo também]

    delicadezas, delicadezas...

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