Achei poético o Chega de Saudade da Laís Bodanzky.
As rugas ali tão expostas não pareciam apenas conseqüência da idade, mas de dores.
A dor de ter quebrado o pé na velhice, muito mais difícil de se recuperar; da memória que falha e da vergonha que se sente disso; do namorado que dá em cima da garota mais nova na sua frente, tão difícil de competir; da longa espera de ser retirada pra dançar, sem sucesso...
Mil e um personagens envolvidos em dores.
Rugas de expressão. Muitas delas causadas por dores da vida.
No mais, tem o lado bonito de ver que a gente continua sendo humano na terceira idade. Pegação, fofoquinha, paixonite.
Lindo.
11 de abr. de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Que alegria ver "Chega de Saudade" aqui no seu blog, Daia. Tá seguramente entre um dos dez melhores filmes que eu já vi na minha vida. Fui só-só-numa-perna-só ver a pré-estréia e fiquei ali mais de uma hora esperando a sessão começar sem ninguém pra conversar. O que só confirma que desanimar de ir ao cinema por estar sozinho é uma das maiores burradas que se pode fazer. Ainda consegui cumprimentar o hiper-reservado decano Leonardo Villar, magistral como sempre. Que noite. Que noite.
ResponderExcluirTô felizão de você ter citado o filme aqui. Mesmo. Beijão.
Sabe o que eu achei?
ResponderExcluirBOOOORIIIIING! ;P
Pelo menos estava bem acompanhado!
detalhe que quando eu soube do filme, ainda sem ler nada a respeito, achei que era uma adaptação para o cinema do livro do ruy castro!
ResponderExcluir[que é lindo também]
delicadezas, delicadezas...