Eu sou uma pessoa boêmia. Não precisa me conhecer muito pra saber. São quase três e meia da manhã de uma terça-feira e estou chegando em casa bêbada, feliz e cheia de histórias na cabeça. Eu vivo o que quero, não o que posso. Não tenho limites. Eu sou da vadiagem mesmo. Eu gosto dessa coisa, não tentem me consertar. Não tentem me converter.
Jana me contou agora pouco que o mestre Raul (Seixas) viveu seus últimos dias mendigando cachaça na Estrela do Butantã, a padaria que meu pai compra pão diariamente. Porra. Eu queria ter presenciado isso. Eu pagaria todas pro Raul. Eu até pegaria ele, acho. Sei lá, né? Eu nunca duvido de mim. Eu se fosse você não duvidaria também.
Meu bairro é cheio dessas. Nasi e Scandurra moram no Butantã. Aqui tem muito estudante, república, maconheiro, gente jovem reunida ouvindo Elis. USP, né? Eu não consigo envelhecer aqui e eu preciso envelhecer logo em algum lugar, porque a vida não deve ser tão boa assim como a que eu tenho. Meu bairro cheira álcool e baseado. Minha vida é uma república da USP ainda no primeiro ano, cheia de sonhos e vantagens.
Ser feliz custa tão pouco. As pessoas precisavam saber disso.
31 de out. de 2007
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Engraçado você escrever isso...hoje eu vim pro trabalho, pensando: cara, como eu sou zuado. Estragado.
ResponderExcluirMas, já disse alguém: live fast, die young. Apesar de eu preferir algo como "live fast, die hard and old", porque assim a festa dura mais! ;)
Saudades de você, minha musa da poesia e da auto-destruição saudável (se é que isso é possível).
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O Nasi mora perto de ti?
ResponderExcluirUma amiga da faculdade frequenta a casa dele...bem, não só a casa...rsrsrsrsrsrs
Péssimo gosto né?
Saudadeeeeeeeeeeeee