não sei exatamente quando começou a minha neura com telefonemas, mas o fato é que hoje não consigo mais lidar com ligações. só atendo meu celular se o identificador me mostra alguém que já está na minha agenda. se eu não conheço o número, não atendo. o mesmo acontece com números privados. se você não quer se identificar, sorry, não vou te atender. é uma troca. me diga quem você é e eu te digo quem eu sou. minhas relações atuais se baseiam nisso. não há espaço pra mais ninguém. tá lotado. desculpa mesmo. desconhecido pra mim é monstro. siri gigante fazendo crac crac.
óbvio que isso dificultou muito minha vida quando parti em busca de um novo emprego. mandei mil currículos e provavelmente recebi algumas ligações. tenho recados na minha caixa postal há mais de um mês e não tenho a intenção de ouvi-las. o que é isso? descaso com o mundo? não sei. não tento entender. estou assim e respeito meu estado de espírito. mais um pouco e vou transbordar, então deixa como está.
eu acredito muito no "apesar". por mais difícil que seja, sempre tem um "apesar" que conforta, que consola e que reanima.
e "apesar" de tudo, amanhã começo num fixo. cinema. horário bom, perto de casa, filmes legais. parece feliz. estou animada. ando me animando, de fato. ando retomando leituras, resolvendo histórias, estudando novos sentidos.
cinema. amanhã. feliz. novos sentidos.
ouvindo telepatas.
9 de mar. de 2008
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