O Mário Bortolotto adaptou o texto "O Natimorto" do Lourenço Mutarelli e fez uma peça que estreou agora em janeiro no Parlapatões. Quis ver por duas razões:
1.Gosto das peças do Mário.
2.Gostei do Cheiro do Ralo e fiquei interessada em conhecer os outros trabalhos do Lourenço.
Olha, sensacional. A peça só tem uma hora, mas te prende tanto que parece ter 15 minutos. Um humor ácido, inteligente, cheio de detalhes.
Tudo começa com um cara (fumante obsessivo e dito assexuado) que usa as imagens nos versos dos maços de cigarros como um guru que prevê a sorte do dia. Ele associa as imagens com uma carta de tarô e, pronto, está fadado a seguir aquela predestinação.
Ele fica alucinado pela voz de uma cantora que, acredite, não canta. Daí surgiu o musical silencioso que é O Natimorto.
E haja cigarros na peça. Fumantes enlouquecendo na platéia, porque aquilo chega a ser uma provocação.
Um dos grandes momentos é quando se inicia uma divagação a respeito dos bigodes de grandes personalidades, como Nietzche, por exemplo. A hipótese é que sejam banguelas querendo ocultar a falta de dentes.
Também tem uma muito boa, quando o cara é tachado de bipolar pela “amiga” e ele se defende dizendo que bipolar é coisa de urso!
Vale a pena.
21 de jan. de 2008
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Esse Nilton Bicudo é um excelente ator, ótima peça mesmo!
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