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26 de mai. de 2008

Bobagens de amor

Eu nunca sonhei com você
Nunca fui ao cinema
Não gosto de samba, não vou a Ipanema
Não gosto de chuva nem gosto de sol

E quando eu lhe telefonei, desliguei, foi engano
O seu nome não sei
Esqueci no piano as bobagens de amor
Que eu iria dizer
Lígia, Lígia

Eu nunca quis tê-la ao meu lado
Num fim de semana
Um chopp gelado em Copacabana
Andar pela praia até o Leblon

E quando eu me apaixonei não passou de ilusão
O seu nome rasguei, fiz um samba canção
Das mentiras de amor que aprendi com você
Lígia, Lígia

Você se aproxima de mim com esses modos estranhos
E eu digo que sim, mas teus olhos castanhos
Me metem mais medo que um dia de sol
Lígia, Lígia

E quando você me envolver nos seus braços serenos
Eu vou me render, mas seus olhos morenos
Me metem mais medo que um raio de sol
Lígia, Lígia


Lígia – Tom Jobim e Chico Buarque

Não tenho muita certeza do Chico. Dá um google.
Não sei mais falar de amor.
Não tenho mais quinze anos.
Diário bonito com florzinha despedaçada daquela manhã ensolarada que eu fingia estar com alguém.
Não mais.
O que restou foi um sentimento quase militar de autocontrole. Quanto menos se diz, menos se tem para esquecer depois.
A garota que faz florzinhas em cima de cicatrizes corre ladeira abaixo.

2 comentários:

  1. Desculpa, mas eu acho o Tom Jobim tão enfadonho que consegue transformar uma obra do maior gênio da música brasileira numa coisa chata. Mas em homenagem a você e ao Chico vou me concentrar bastante pra ler essa letra como um poema que jamais deveria ter andado lado a lado com aquele nhenhenhom que saiu da cabeça do que rima com nhenhenhom. :*

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  2. ai, "que broxa!" não o poema do chico, mas seu depoimento abaixo. cadê a garota das florzinhas? ;P

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