Eu não acho certo pagar R$ 200 em um festival de rock. O rock é sujo. Não faz sentido. Em 2001, paguei R$ 25 para ver Belle & Sebastian, minha banda preferida, lá no Jockey Club. Seis anos depois, o festival não só mudou de nome (Free Jazz para Tim Festival) como mudou de conceito. Hoje é feito para atrair o maior número de pessoas, sem se preocupar muito em seguir aquela linha mais intimista de bandas, priorizando um som alternativo de qualidade e tudo mais. Pra mim perdeu a graça da coisa, mas já que a gente ama o rock, vamos prestigiar e nos permitir essa mudança.
Eu queria muito ver a Björk. Fiquei muito decepcionada em não poder curtir o show do jeito que ele pedia. Soube de mil efeitos e sons e detalhes e coisas que lá de trás não era possível enxergar. Foi um lindo show, no entanto. Do jeito que eu esperava. Longe, meio baixo (mas não tanto como no TIM de 2005), detalhista, complexo, andrógino. Björk.
Eu queria ser a Björk.
Eu queria ser a Björk falando OBRIGATO no final de cada música.
Eu queria ser a Björk usando vestido esquisito colorido. Como alguém disse para outro alguém lá no meio da muvuca, "a Björk é uma baiana psicodélica”.
Ela pode. Ela é a Björk.
Eu gostei das resenhas do Marcelo Camelo sobre o festival no site oficial, em especial sobre o show da Björk. Vale a pena conferir, lembrando que ele está no Rio e lá deve ter sido mesmo muito incrível.
29 de out. de 2007
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A Bjork estava fantasiada de Ferrero Rocher, fato.
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